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24 de set. de 2012

mestres


"Os melhores mestres são aqueles que mostram para onde você deve olhar, mas não dizem o que você deve ver."
- Alexandra K. Trenfor

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Adora Svitak acha que o mundo precisa de “ideias infantis”, arrojadas, criativas e otimistas. Que os grandes sonhos das crianças merecem altas expectativas, começando com a boa vontade dos adultos em aprender com as crianças tanto quanto ensiná-las. (Via)

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Creio que quase todo mundo acompanhou o feito de Isadora Faber, uma aluna de 13 anos que, por meio de uma rede social, colocou em evidência suas reclamações sobre a escola que frequenta.

A iniciativa da garota gerou uma enorme repercussão social: reportagens em todos os tipos de mídia, produção de análises... Em sua página, Isadora conseguiu milhares de seguidores que compartilham suas publicações, com ou sem fotos e vídeos.

O que esse fato pode nos fazer pensar? Isadora nos deu uma excelente oportunidade para refletirmos a respeito de algumas questões. Quero ressaltar uma delas: a falta de voz dos nossos alunos nas escolas.
Em todas, é importante assinalar: nas públicas -como no caso de Isadora- e nas particulares.
Você já se perguntou por que tantos pais comparecem às escolas tantas vezes?

Claro que muitos vão porque têm uma ânsia enorme, exagerada até, de participar da vida escolar do filho; querem evitar que ele sofra pequenas injustiças que costumam acontecer no espaço escolar e, principalmente, querem garantir a todo custo um excelente desempenho do filho na vida escolar.

Mas muitos vão porque percebem, com clareza ou às vezes só por intuição, que os alunos -seus filhos- podem ter muito o que dizer na escola, mas dificilmente serão escutados, levados a sério. E note, caro leitor: eu disse escutados, e não atendidos.

A esse respeito tenho um bom exemplo contado por uma mãe. Sua filha de nove anos precisou faltar um dia porque os pais tiveram de viajar repentinamente para resolver um problema familiar e a levaram junto com eles. Só que, justo nesse dia, havia um trabalho para ser entregue.

No dia seguinte, a filha foi à aula, explicou o ocorrido à professora e pediu para entregar o trabalho fora do prazo. A mãe da garota já havia alertado a filha de que ela poderia ter de arcar com alguma consequência pela entrega atrasada da tarefa, mas que isso seria justo.

A professora não quis aceitar o trabalho e ainda respondeu ao pedido da menina fazendo um comentário irônico, que insinuava o caráter "providencial" daquela viagem familiar.

Em casa, a menina contou à mãe o ocorrido e esta decidiu reagir. Foi à escola e conversou com a professora que, prontamente, aceitou o trabalho atrasado da aluna.

Por que é que a situação só se resolveu com a palavra da mãe, se esta apenas repetiu o que a aluna já havia dito? Porque não faz parte da cultura escolar ouvir aquilo que os seus alunos têm a dizer a respeito de aspectos de sua vida de estudante.

Não foi isso o que aconteceu com Isadora? Por que muitas de suas reclamações finalmente foram consideradas legítimas e passaram a ser atendidas? Foi a fala da aluna na rede social que mobilizou a administração escolar a tomar providências e atender suas demandas?

Não, caro leitor. Foi a reação dos seguidores de Isadora na rede, em sua maioria adultos, e não estudantes como ela. As pressões efetivas foram a deles e a da mídia -voz adulta-, que conseguiram legitimar o "Diário de Classe" de Isadora.

Isso nos mostra que temos duas tarefas importantes a realizar. A primeira é a tarefa de cobrar a escola para que ela ensine seus alunos a ter participação ativa no próprio processo escolar. É um direito deles que precisamos garantir.

Muitos alunos falam apenas bobagens, pedem futilidades? Sim, claro. Por isso é preciso que a escola ensine aos estudantes o significado verdadeiro de participar.

Outra tarefa é a de renunciar a falar pelo filho no ambiente da escola. Em vez disso, precisamos encorajar o filho a falar por ele mesmo e cobrar da escola que resolva os problemas diretamente com os alunos.

Já é um bom começo no processo de tornar os alunos protagonistas de sua vida escolar, não é?

- Rosely Saião, aqui

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"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende."
- Guimarães Rosa

19 de set. de 2012

despertar


"Conhecer a sua própria escuridão é o melhor método para lidar com a escuridão dos outros."
- C.G. Jung


"Se quiser eliminar o sofrimento do mundo, elimine tudo o que há de escuro dentro de você. Na verdade, o maior presente que você tem para oferecer é o da sua própria transformação."
- Lao-Tsé


"Não há despertar de consciências sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo, para evitar enfrentar a própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por se tornar consciente da escuridão."
- C.G. Jung (sim, outra vez)

18 de set. de 2012

progresso


“Há os que acreditam sinceramente que o progresso é uma máquina trabalhando feito louca, no meio de operários miseráveis, para fazer bugigangas para crianças ricas.”
- Millôr (via)

17 de set. de 2012

simples

 
"É muito simples ser feliz, mas é muito difícil ser simples."

- Tagore

* * *

 

12 de set. de 2012

um dia no afeganistão que não conhecemos


"Outrora eu era de aqui, e hoje regresso estrangeiro. Forasteiro do que vejo e ouço,
velho de mim, já vi tudo, ainda o que nunca vi nem o que nunca verei.
Eu reinei no que eu nunca fui."

- Fernando Pessoa

10 de set. de 2012

o poder da criação

 
"O estudo não se mede pelo número de páginas lidas em uma noite, nem pela quantidade de livros lidos em um semestre. Estudar não é um ato de consumir ideias, mas sim de criá-las e recriá-las."

"Dizer a palavra verdadeira é transformar o mundo."

(Paulo Freire)

8 de set. de 2012

em busca do desejo perdido


"Falar sobre sexo é fácil. Falar sobre nossos espaços vazios, nossas solidões, é muito, mas muito mais difícil. O filme tem menos a ver com o sexo em si do que com o desejo de se sentir amado e de se amar."

(Meryl Streep, sobre "Um divã para dois", aqui).



"Mas trair o próprio desejo da gente é confortável. E, para muitos, o casamento serve para isso: é um pretexto para descansar da tarefa de desejar e de inventar a vida. Assim: casei, nada depende mais de mim, ele (ou ela) me prende nesta rotina e me impede de me tornar o que eu tanto queria ser - boa desculpa, hein? (...)

E daí, quem disse que só vale a pena o que for para sempre?"

(Contardo Calligaris, aqui)

* * * 

Enquanto isso, ocorreu na Turquia, no início de setembro, o primeiro casamento via Twitter (aqui).

* * *

Maurício estava separado.

Sua esposa recém abandonou a casa. Levou as roupas e os pertences sem motivo. Um suicida seria mais educado: pelo menos, deixaria um bilhete e uma explicação. Não foi o que ocorreu.

Para complicar, Maurício e Karen irradiavam felicidade nas últimas semanas, o que ferrou com a cabeça do sujeito. Não houve nenhuma discussão, nenhuma cobrança, nenhum problema pontual.

Não entendia até aquele momento uma verdade dura dos relacionamentos: a felicidade separa mais do que a infelicidade. Poucos suportam depender de outro. Não há maior humildade do que precisar de alguém.

A empregada Leonice vinha sempre às 8h, e encontrava o bancário arrumado e com a mão na maçaneta.

Naquela sexta, não foi diferente, a não ser a esperança da reconciliação.

– Karen ficou dormindo, somente acordará ao meio-dia. Parecia muito cansada. Assistimos a um filme e deitamos tarde.

A empregada suspirou feliz com a reaproximação do casal. Só faltou benzer a porta fechada do quarto.

– Volto para o almoço às 14h – completou.

A empregada foi ao mercado comprar ingredientes e preparar um empadão de palmito, prato predileto de sua patroa.

No decorrer do caminho, recebeu ligação de Maurício.

– Não esquece a rúcula e o iogurte natural que acabaram. Karen não abre mão.

Ao meio-dia, Maurício telefonou de novo:

– Ela levantou?

– Não, permanece quietinha lá, sonhando com os anjos – respondeu Leonice.

– Então, deixa dormindo.

Quando Maurício regressou para o almoço, no meio da tarde. Karen não tinha dado sinal.

Ponderou, ponderou e decidiu não despertá-la.

– Ela nunca pode dormir. Não deve ter trabalho hoje. Não é o caso de incomodá-la. Acordará sozinha.

O tempo rodou 15h, 15h30min, 16h, 16h30min.

Maurício ligou mais uma vez:

– E Karen?

– Nada ainda.

– Compra flores na esquina e decora a sala. Gerânios, ela adora essa palavra: gerânio. Ela costuma falar que a palavra já tem cheiro.

Satisfeita por dentro, Leonice riu com suas covinhas, concluiu que os dois continuavam apaixonados um pelo outro.

Quando Maurício regressou às 18h, Karen resistia dormindo.

Ele teve que pedir:

– Vai acordá-la, passou do limite, o almoço já é janta.

Leonice ressurgiu na sala branca, esverdeada, rosa, azul, amarelo, lilás, alternando as cores do medo.

– Não tem ninguém no quarto.

Maurício respirou fundo e somente disse:

– Não estou pronto para saber disso. Vamos continuar fingindo que ela ainda mora conosco, tá bom, Leonice?

(Fabricio Carpinejar, aqui)

* * *

Quase como em Sob a Areia.

7 de set. de 2012

é proibido proibir


Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca.

(Eduardo Galeano)

Via

* * *

Enquanto isso, no 7 de setembro...


"(...) me pergunto se essas datas não poderiam ser, na verdade, um momento de reflexão sobre nós e como estendemos o direito à dignidade a todos que habitam este território. Ao invés de passarmos em revista nossas forças armadas – que ainda vivem sob a herança da ditadura, carregadas de pessoas cheias de pó que se mantém feito gárgulas a tudo observar e criticar, cantando loas a feitos inexistentes – poderíamos entender a razão de chamarmos indígenas de intrusos, sem-teto e sem-terra de criminosos, camponeses de entraves para o desenvolvimento e imigrantes bolivianos de vagabundos.

(...) Não amo meu país incondicionalmente. Mas gosto dele o suficiente para me dedicar a entendê-lo e ajudar a torná-lo um local minimante habitável para a grande maioria da população. Gente deixada de fora das festas principais, entregues ao pão e circo de desfiles com tanques velhos e motos de guerra remendadas. Mas que, quando voltam para casa, encaram a realidade da falta, da ausência, da dificuldade e da fome.

Qual a melhor demonstração de amor por um país? Vestir-se de verde e amarelo e se enrolar em uma bandeira? Ou ter a pachorra de apontar o dedo na ferida quando necessário?"

(Leonardo Sakamoto - na íntegra aqui)

 Via

"O Brasil foi 'inventado' de cima para baixo, autoritariamente. Precisamos reinventá-lo em outros termos."

- Paulo Freire

o ovo


You are the universe, expressing itself as a human for a little while.
- Eckhart Tolle

Você estava a caminho de casa quando morreu.


Foi um acidente de carro. Nada particularmente notável, mas, de todo modo, fatal. Você deixou esposa e dois filhos. Foi uma morte indolor. Os paramédicos fizeram tudo o que podiam para salvá-lo, em vão. Seu corpo tinha ficado em tal estado que foi melhor assim, acredite.

Foi aí que nos encontramos.

- O que foi... o que aconteceu? - você perguntou. - Onde estou?
- Você morreu - expliquei casualmente. Não havia razão para rodeios.
- Tinha... um caminhão, eu derrapei...
- É.
- Eu... morri?
- É. Mas não se preocupe. Acontece com todo mundo.

Você olhou em volta. Não havia nada, só eu e você.

- Que lugar é este? É a vida após a morte?
- Mais ou menos - respondi.
- Você é deus?
- Isso. Sou Deus.
- Meus filhos... minha mulher...
- O que é que tem eles?
- Eles vão ficar bem?
- É isso que eu gosto de ver. Você acabou de morrer e sua maior preocupação é com a sua família. Isso é muito bom.

Você me olhou fascinado. Para você, eu não parecia Deus. Parecia mais um homem qualquer. Ou, talvez, uma mulher. Alguma vaga figura de autoridade, talvez - parecia mais um professor de gramática do que o todo-poderoso.

- Não se preocupe, eles vão ficar bem. A lembrança que seus filhos guardarão de você será de perfeição sob todos os aspectos. Não tiveram tempo de chegar a desprezá-lo. Sua esposa vai chorar, mas no fundo, no fundo, vai ficar aliviada. Sejamos honestos, seu casamento estava falido. Mas, se serve de consolo, ela vai carregar uma culpa enorme pelo alívio que vai sentir.
- Oh... E agora? Eu vou para o céu ou para o inferno, ou alguma coisa assim?
- Nenhum dos dois. Você vai reencarnar.
- Ah, então os hindus tinham razão.
- Todas as religiões estão certas, cada qual à sua maneira. Vamos andar um pouco.

Você me acompanhou em uma caminhada pelo vazio.

- Para onde estamos indo?
- Para nenhum lugar específico. Mas é agradável caminhar enquanto conversamos.
- Então, para que tudo isso? Quando eu renascer, vou ser como um papel em branco, certo? Um bebê. Todas as minhas experiências, tudo o que eu tiver feito nesta vida, nada disso terá nenhuma importância.
- Não é bem assim - retruquei. - Você levará consigo todo o conhecimento e as experiências de todas as suas vidas passadas. Você só não terá a lembrança delas, por enquanto.

Parei de falar e segurei-o pelos ombros.

- A sua alma é mais magnífica, bela e imensa do que você é capaz de conceber. A mente humana consegue conter apenas uma minúscula fração do que você é. É como mergulhar o dedo em um copo de água para ver se está quente ou fria. Você submerge apenas uma pequena parte sua, mas ao tirar o dedo recebeu todas as experiências que ele teve. Como você viveu os últimos 48 anos sob a forma humana, ainda não teve tempo de se expandir e entrar em contato com o resto da sua imensa consciência. Se ficássemos aqui tempo suficiente, você começaria a lembrar de tudo. Mas não há por que fazer isso entre uma vida e outra.
- Então quantas vezes eu já reencarnei?
- Ah, muitas. Muitas mesmo. Desta vez, você vai ser uma jovem camponesa na China de 540 d.C..
- Como assim? - você gaguejou. - Você vai me mandar para o passado?
- Bom, acho que, tecnicamente, sim. Sabe, o tempo só existe no seu universo. No lugar de onde eu venho, as coisas são diferentes.
- E de onde você veio?
- Ah, sim. Bem, venho de um outro lugar. Um lugar diferente. E há outros como eu. Sei que você vai querer saber como é, mas, sinceramente, você não vai entender.
- Ah... - você suspirou, meio decepcionado. - Mas espere aí. Se eu reencarnar em outros momentos no tempo, posso interagir comigo mesmo em algum momento.
- Claro. Isso acontece muito. Mas, como em cada vida você só tem consciência do seu próprio tempo, não vai se dar conta do que está acontecendo.
- Mas para que tudo isso?
- Você está falando sério? Sério que você está me perguntando qual o sentido da vida? Isso não é meio lugar-comum?
- É uma pergunta razoável - você insistiu.

Olhei-o no fundo dos olhos.

- O sentido da vida, o motivo por que criei este universo inteiro, é para que você amadureça.
- Você quer dizer os seres humanos? Você quer que a gente amadureça?
- Não, só você. Criei este universo inteiro para você. A cada nova vida, você cresce e amadurece, e torna-se um intelecto maior e melhor.
- Só eu? E o resto do mundo?
- Não existe mais ninguém. Neste universo, somos só eu e você.

Você me olhou sem entender:

- Mas todas as outras pessoas na Terra...
- Todas são você. Diferentes encarnações suas.
- Espere. Eu sou todo mundo?
- Agora você entendeu - parabenizei-o, dando-lhe um tapinha nas costas.
- Todos os seres humanos que já viveram sou eu?
- E que viverão, sim.
- Sou Abraham Lincoln?
- Sim, e John Wilkes Booth também.
- Sou Hitler? - você perguntou, horrorizado.
- E todos os milhões que ele matou.
- Sou Jesus Cristo?
- E todos os que o seguiram.

Você ficou em silêncio.

- Todas as vezes que você fez mal a alguém, foi a si mesmo. Todos os seus atos de bondade foram para consigo mesmo. Cada momento de alegria ou tristeza vivido por todos os seres humanos foram, ou serão, vividos por você.

Você ficou pensando por um bom tempo.

- Por quê? - perguntou então. - Por que isso tudo?
- Porque, um dia, você se tornará igual a mim. Porque é isto que você é: como eu. É meu filho.
- Uau - você exclamou, incrédulo. - Quer dizer que eu sou um deus?
- Não, ainda não. Você é um feto. Ainda está crescendo. Quando tiver vivido todas as vidas humanas de todos os tempos, terá crescido o suficiente para nascer.
- Então o universo inteiro é só...
- Um ovo - completei. - E agora está na hora de você seguir para a sua próxima vida.

E mandei você de volta.

Por Andy Weir, aqui.(*) Ah, e existe este vídeo com Lego.

(Via)

(*) Não sei se é este Andy Weir. Se alguém souber algo sobre o autor dessa história, agradeço se puder me informar. Fiquei curiosa.

6 de set. de 2012

deus é silêncio



"Mestre Eckhart diz que não há nada tão parecido com Deus quanto o silêncio. A razão disso é que o silêncio não é apenas a ausência de ruído. Quando meditamos, procuramos um tempo e um lugar tranquilos, externamente silenciosos, mas não é isso que esse silêncio realmente significa. Silêncio é atenção. Quando prestamos atenção a algo, mas prestamos atenção de verdade, estamos sendo silentes. Assim, se nada é tão parecido com Deus quanto o silêncio é por nada ser tão de Deus quanto a atenção pura, o puro amor. Quando tiramos a atenção de nós mesmos, amamos aquele a quem damos essa atenção. Por isso, na tradição mística do cristianismo, o trabalho da contemplação é o trabalho do amor, porque é o trabalho do silêncio, porque o trabalho do silêncio é o trabalho da atenção."

- Laurence Freeman (OSB)

Via

ponto final


"Meditar não é evitar problemas ou fugir das dificuldades. Nossa prática não consiste em fugir. Nossa prática consiste em adquirir bastante força para enfrentar, efetivamente, os problemas. Para isso, precisamos estar calmos, sólidos e viçosos. É por isso que precisamos praticar a arte do ponto final. Quando aprendemos a parar, ficamos mais calmos, e a nossa mente, mais lúcida, como as águas que ficam mais claras após terem se assentado as partículas de lama. Sentando tranquilamente, apenas inspirando e expirando, desenvolvemos força, concentração e lucidez. Portanto sentem-se como uma montanha. Nenhum vento pode derrubar uma montanha."

- Ven. Thich Nhat Hanh.

1 de set. de 2012

sempre é tempo de começar



(via)

Existe somente uma idade para a gente ser feliz. Fase dourada em que se pode criar e recriar a vida à imagem e semelhança dos nossos desejos. Essa idade tão especial e tão única chama-se presente... e tem apenas a duração do instante que passa.

- Mário Quintana
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